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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Encerramento de atividades

Encerramento das atividades dinamizadas no âmbito da disciplina de filosofia em articulação com a biblioteca escolar da Fontes Pereira de Melo – ano letivo 2017/18.

 












Aos alunos o meu reconhecimento pelo seu empenho e dedicação nas diferentes atividades dinamizadas ao longo do ano. 

À equipa da biblioteca escolar a minha gratidão pelo inestimável e elevado contributo na consecução das atividades: "O Dia da Filosofia", o "Ciclo de Encontros para construir Caminhos de Cidadania", as exposições, o blogue Sophia, entre outras.

Agradeço a todos os que trilharam este percurso para "construir caminhos". 

Prof. Raquel Pereira



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

“A química, a alquimia, a cultura científica, a filosofia e a religião”



Este ano a Biblioteca Escolar promoveu uma atividade subordinada ao tema: “A química, a alquimia, a cultura científica, a filosofia e a religião” magistralmente dinamizada pela lente do professor Doutor João Paiva, investigador no Departamento de Química da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. 
A exposição clara do orador sobre os problemas em debate trouxe à tona Schrödinger, por lançar a pergunta do Homem “Quem somos nós?” e, numa perspetiva epistemológica, nos levar a refletir sobre a abertura da ciência às artes e humanidades. 
A ciência tem obrigação não só de proporcionar espaços de reflexão transdisciplinar, como também de alargar horizontes culturais porque as grandes avaliações e decisões nunca são exclusivamente científicas. 
Neste registo, levados pela mão deste especialista, com vocação para transmitir e partilhar o saber, foi possível ancorar as ideias, do nosso convidado, às aprendizagens nas disciplinas de física e química, no âmbito da realidade atómico-molecular, e de filosofia, no âmbito do estatuto do conhecimento científico e, com mais propriedade, no domínio da reflexão crítica. 
Mas o registo mais sedutor do nosso convidado está na ligação da ciência com a filosofia e na discussão pertinente das teorias epistemológicas de Popper e Kuhn no que ao conceito de verdade diz respeito. 
Se a ética se impõe à ciência face à grande questão “O que devo fazer?” também a ciência sente a necessidade de permanente autorreflexão.
No final da sessão o diálogo aberto aos participantes permitiu o exercício mental a favor de uma aprendizagem mais motivadora, sensibilizou para mobilização de conhecimentos e utilização de conceitos específicos e, sobretudo, estimulou a curiosidade intelectual. 
Foi uma excelente oportunidade de podermos debater perspetivas pois é este exercício mental que mais contribui para construir “caminhos” de uma” cidadania” consciente e ativa.

Prof. Raquel Pereira

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Os textos que fizeram Filosofia

Qual é o objeto de estudo da lógica?


A lógica faz parte da vida do homem pois está presente em todas as ações e no pensamento. Assim sendo, a razão e a lógica natural são os procedimentos que utilizamos, no dia a dia, para podermos comunicar. No entanto, para que os nossos raciocínios possam ser claros e traduzir-se em bons argumentos é importante saber evitar o erro. Para nos auxiliar nessa tarefa existe a lógica científica, uma disciplina filosófica que se dedica ao estudo das leis, princípios e regras a que devem obedecer o pensamento e o discurso para que sejam rigorosos e coerentes, sem contradição. Graham Priest afirma que o “objetivo principal da lógica é compreender a validade” formal dos argumentos pois a verdade material situa-se apenas ao nível das proposições. A noção de argumento válido é fácil de compreender porque é aquele em que a conclusão é uma consequência lógica e necessária das premissas, tomadas no seu conjunto. Ao conjunto de proposições que suportam a conclusão chamamos premissas. À proposição que se infere das premissas chamamos conclusão. São os argumentos dedutivos que interessam à lógica porque a relação que se estabelece entre as premissas e a conclusão é uma relação de justificação, uma vez que as premissas apoiam uma conclusão e estabelecem as razões para que as aceitemos. Se as premissas forem verdadeiras a conclusão necessariamente também tem que ser verdadeira. Neste sentido, estamos diante de um argumento sólido por ter todas as premissas verdadeiras e ser válido. A utilidade da lógica é indiscutível porque a lógica define as condições que nos permitem relacionar, orientar e estruturar os pensamentos para nos podermos entender. Além disso, permite também o desenvolvimento de competências argumentativas e de análise da validade dos vários discursos, desde o político ao cientifico.  Neste trabalho reflexivo podemos desenvolver a autonomia e o espirito crítico, fundamentais em qualquer discurso racional.         

Diana Cruz, 11.º A

              

Os textos que fizeram Filosofia

Para que serve a lógica?



A lógica é importante nas nossas vidas. De facto, ela é importante em todo lado e em todas as circunstâncias. Sendo o objeto de estudo da lógica o pensamento coerente e válido, terá como objetivo primordial o raciocínio com correção, sem contradição, seguindo as regras formais, dos termos e das proposições, ensinadas por Aristóteles na sua obra, Organon. Quem sabe lógica pode descobrir mais facilmente o erro no raciocínio alheio e tornar possível a sua correção. Pode detetar as falácias e compreender, com mais propriedade, a manipulação voluntária ou involuntária. Para pensarmos precisamos de dominar três ferramentas distintas: o conceito, o juízo e o raciocínio. O primeiro expressa-se verbalmente pelo termo, o segundo, pela proposição e o terceiro pelo argumento. A validade é uma virtude dos argumentos dedutivos, corretamente construídos. Um argumento dedutivo é válido quando a conclusão se segue necessariamente das premissas anteriores. Enquanto a validade diz respeito à estrutura ou forma lógica dos argumentos, a verdade é uma propriedade exclusivamente relacionada com o conteúdo material das proposições. À logica não importa a verdade, mas sim a validade. Assim, a verdade situa-se ao nível das proposições e não interessa aos filósofos. Por sua vez, a validade situa-se ao nível dos argumentos e é aqui que reside o seu ponto de interesse. Podemos pensar indutivamente ou dedutivamente. São dois modelos de raciocínio que seguem uma forma-padrão definida. Se o primeiro tem como vantagem ampliar o conhecimento, o segundo prima pela exatidão e rigor. Na outra face da moeda referente às desvantagens, a indução contém margem de erro, enquanto a dedução se apresenta como sendo um raciocínio tautológico pois nada de novo acrescenta ao conhecimento. Ao apresentarmos um raciocínio correto não cometemos erros logo, em tudo que fazemos é importante usarmos a lógica pois sem ela nenhum raciocínio estaria compreensível e nenhuma forma de comunicação seria possível.

Beatriz Besana, 11.º ano